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Disciplinas ofertadas pelo PPGCOM no 1o semestre de 2016

O Programa de Pós-graduação Comunicação, Cultura e Amazônia divulgou seu quadro de disciplinas ofertadas neste primeiro semestre de 2016. Os discentes dos Programa e de outros Programas de Pós-graduação, bem como os interessados em acompanhar disciplinas como ouvintes, devem fazer a sua matrícula e a sua inscrição até o dia 5 de março próximo. A solicitação de aceite da inscrição como ouvinte deve ser feita por meio de formulário próprio, enviado e retornado por email e que pode ser solicitado pelo endereço poscomunicacaoufpa@gmail.com  A inscrição como ouvinte é regulamentada por normas específicas do Programa, é condicionada ao aceite do professor da disciplina e limitada a uma inscrição por pessoa.  Aos interessados, reproduzo abaixo o quadro com as disciplinas ofertadas, suas ementas, professores responsáveis e horários. Programa de Pós-graduação Comunicação, Cultura e Amazônia Disciplinas ofertadas no 1 o semestre de 2016 Comunicação, Socialidade...

Bancas de mestrado no Ppgcom: hoje e amanhã

O Programa de Pós-graduação Comunicação, Cultura e Amazônia da Universidade Federal do Pará tem a satisfação de convidar a todos para as defesas das seguintes dissertação de mestrado: "TECNOLOGIAS E INTERAÇÕES NA AMAZÔNIA PARAENSE: um estudo com jovens da ilha de Murutucu-Belém/PA" , de MONIQUE FEIO IGREJA, orientada pela Prof Dra. Alda Cristina Costa, a ocorrer hoje, 29 de fevereiro de 2016, às 16h, na Sala 6 do Ppgcom. “A CONSTRUÇÃO DA IMAGEM DA MULHER NO CINEMA DE FICÇÃO PRODUZIDO NA AMAZÔNIA PARAENSE” , de RAÍSSA LENNON NASCIMENTO SOUSA, orientada pela Prof. Dra. Luciana Miranda Costa, a ocorrer às 9h do dia 01 de março de 2016, na Sala 6 do Ppgcom. “MÍDIA E IDEOLOGIA: OS DISCURSOS CONSTRUÍDOS PELO PROGRAMA DE RÁDIO ESTAÇÃO DIREITOS SOBRE MAIORIDADE PENAL” ,  de LORENA CRUZ ESTEVES, orientada pela Prof. Dra. Luciana Miranda Costa, a ocorrer às 11h do dia 01 de março de 2016, na Sala 6 do Ppgcom.

João Weyl Reitor!

Pessoal, vamos lá votar. Minha indicação: João Weyl Reitor! Por uma universidade mais ousada e mais cidadã. Comprometida com a inclusão social e com a renovação. Por uma universidade mais presente no debate público e mais participativa das grandes questões da Amazônia em geral e do Pará, em particular. Por uma universidade que saia dos seus muros e que ganhe o mundo. Vote. 2ª rodada. Para Reitor da UFPA: — Mauro Bonna (@leiomaurobonna) 27 de fevereiro de 2016 https://twitter.com/leiomaurobonna

A partir de amanhã: Programação de aniversário dos 40 anos da Faculdade de Comunicação da UFPA

Diálogos entre Antropologia e Comunicação: o conceito de intersubjetividade nas duas disciplinas.

Amanhã, no Goeldi: SEMINÁRIO INTERDIÁLOGOS Diálogos entre Antropologia e Comunicação: o conceito de intersubjetividade nas duas disciplinas.  com Fábio Fonseca de Castro O seminário mensal promovido pelo Laboratório de Antropologia dos Meios Aquáticos do Museu Paraense Emílio Goeldi Interdiálogos recebe o Prof. Dr. Fábio Fonseca de Castro, coordenador do grupo de pesquisa Fenomenologia da Cultura e da Comunicação e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação, Cultura e Amazônia da UFPA, que irá falar das proximidades e das afinidades entre a Comunicação e a Antropologia, da noção de intersubjetividade na duas disciplinas e sobre as proximidades entre a prática etnográfica e fenomenologia hermenêutica, ponto de convergência entre autores como Taussig, Rabinov, Dening, Rosaldo, Marcus, Price e outros.  Amanhã (11/02), às 9h30, na sala 10 (Anexo do Auditório Paulo Cavalcante), no Campus de Pesquisa do Museu Paraense Emílio Goeldi.

Sobre Christiane Taubira

“As vezes, resistir significa ficar. E as vezes significa partir. Por fidelidade a si mesmo”. Foi com esse tweet que Christiane Taubira, ministra da justiça da França, anunciou que saia do governo, que deixava o gabinete do primeiro-ministro Manuel Vals e, portanto, o governo Hollande. Taubira era a fiadora do governo Hollande. A caução socialista de um governo que prometeu ser socialista e não saiu do centro. Somente por causa dela, moralmente falando, o governo Hollande continuava sendo de esquerda. Sou seu fã. Mais um, porque há muitos. Acompanhei seu ministério com curiosidade e até mesmo com encantamento. É raro fazer política como ela faz: com extrema sinceridade e simplicidade. E evidentemente com fidelidade, tal como ela coloca no tweet. Nascida na Guiana Francesa, aqui ao lado, foi eleita para a Assembleia Nacional francesa, pelo Partido Socialista em 1993 e, em seguida, deputada ao Parlamento Europeu. Sem que a pauta estivesse combinada com ninguém, iniciou uma c...

Eleições para a reitoria da UFPA começam muito mal

Há alguns dias todo o corpo docente da UFPA foi surpreendido por um questionário eletrônico não identificado contendo uma pesquisa de intenção de voto para a sucessão da atual reitoria. Gostaria de manifestar minha indignação com esse questionário e com a maneira como ele foi feito: utilizando o mailing da instituição (ao qual poucas pessoas têm acesso), sem nenhuma identificação de autoria e sem indicação de metodologia. Ou seja, como um subterfúgio espúrio de algum interesse eleitoral que procura se dissimular em vez de participar, de maneira democrática e honesta, do processo sucessório. Pior: provavelmente, mais do que uma pesquisa de intenção de voto, trata-se de um mecanismo para identificar quem pretende votar em quem, pois o sistema utilizado no questionário permite a identificação de cada pessoa que o responda. Uma vantagem eleitoral obtida de maneira desleal, que leva ao constrangimento de sujeitos político legítimos e a acordos pontuais, traindo o princípio democrático do d...

Meu novo artigo: Semiotical blues: artifícios da temporalidade nostálgica

Publicado ontem, na revista Eco-Pós, do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro mais um artigo trazendo resultados das minhas pesquisas meu, com frutos das minhas pesquisas no Programa de Pós-graduação Comunicação, Cultura e Amazônia. Desta vez foi “ Semiotical blues: artifícios da temporalidade nostálgica”, no qual discuto, no âmbito de minha investigação geral sobre o fenômeno da intersubjetividade, a “temporalidade” dos bailes da saudade de Belém. Retomo aqui o conceito de “semiotical blues”, que já havia desenvolvido em “A Cidade Sebastiana”, para, dialogando com o pensamento sobre temporalidade de Heidegger, Derrida e Schutz, realizar uma “pré-etnografia” dos bailes da saudade e da sua cultura nostálgica. Para explicar melhor, um trecho da apresentação da edição, organizada pelo caro Denilson Lopes: “De Frank Miller seguimos com Fábio Fonseca de Castro para uma espécie de encontro “pré-etnográfico” com um baile da saudade, tradici...

Natal de 73

Jamais consegui obter, de meus pais e avós, a revelação da identidade secreta da pessoa que, no Natal em que eu tinha 5 anos de idade, em 1973, vestiu-se de Papai Noel e quase conseguiu acabar com a festa de todo mundo. Após longos anos de raciocínio e ponderações, estou convicto de que essa pessoa era minha babá, a Quicê, ou Dedê, como eu, privadamente, a chamava. Porém, algumas pistas falsas foram colocadas em meu caminho para me desviar da resolução desse enigma. Em geral, essas pistas falsas sugeriam que o malfadado Papai Noel da noite era o tio Antônio, ou melhor, tio Antoniquinho, como eu, privadamente, o chamava. Esclareço que a alcunha desse tio se devia ao fato de que havia já, na família, meu amado tio-avô Antonico, já diminutivo de outro Antônio, a quem dava referência e que ficara no passado. Mas jamais acreditei nessas pistas. Em primeiro lugar porque o tio Antoniquinho era magro como um pavio, sendo impossível vesti-lo de Papai Noel de maneira razoável, respeitando, mi...

Sobre o novo Star Wars

Fui por duas vezes, nos últimos quatro dias, assistir ao novo Star Wars. Havendo convivido, nos últimos meses, com a imensa expectativa do meu filho em relação a esse filme – a qual, deve ser dito, não era, no entanto, menos minha, era preciso negociar com certa ansiedade. Havia um receio de decepção com o qual lidar. A espera pelo episódio VII e as vicissitudes motivadas pela entrada da Disney no negócio vinham sendo demasiadas. Não obstante, partilho da impressão que parece ser geral, nesta e nas vizinhas galáxias, a seu respeito: o filme é excelente. E não decepciona. Trata-se de uma história impressionantemente bem contada. “Bem amarrada”, acho, tem sido o termo mais usado para descrevê-la. Amarrada no enredo, amarrada nas referencias, amarrada nos silêncios e enigmas e amarrada nos afetos. É tão bem amarrada que já amarra os episódios a vir, deixando pistas para o que virá e criando a expectativa necessária para que possamos alimentar nossa própria ansiedade com um pouco de d...

Sobre o recital Lima & Velasco

Assisti na segunda-feira, dia 20, a uma simpática apresentação de dois jovens pianistas paraenses que estudam, presentemente, na École Normale de Musique de Paris. O recital ocorreu na Sala Ettore Bosio, da Fundação Carlos Gomes e os pianistas se chamam Ariel Lima e Gustavo Velasco. Todas as peças foram feitas para piano a quatro mãos – desafio sempre instigante, que cria certa expectativa no público. O recital começou um pouco tenso – por parte dos pianista e da plateia. Eles certamente trabalharam muito para a apresentação, estavam bem sintonizados, mas fizeram o prelúdio da peça de abertura – a Sonata, de Poluenc, em 3 movimentos – de uma maneira tão nervosa que, mal terminado esse primeiro movimento, a plateia não se conteve e explodiu em palmas. Os dois jovens pareciam aliviados, e a plateia também. O movimento seguinte consegiu enquadrar todo mundo. Era um movimento que permitia um pouco de encenação, e nada como uma boa encenação para botar todo mundo no ...

Agressão a Chico Buarque: a banalidade do desrespeito

Há certa banalidade, infelizmente, nesse episódio da agressão ao Chico Buarque por filhinhos de papai. Agressões desse tipo, que beiram a violência física, se repetem por todo o país. Gente desse tipo já perdeu os limites da educação e das regras básicas de civilidade. Agora, o que me impressionou mesmo foi a maneira como a grande mídia, sempre com ímpetos golpistas, tratou da questão, tornando Chico Buarque, praticamente, o autor da agressão e desenhando-o como voz partidária. As manchetes não foram do tipo “Chico Buarque foi agredido no Leblon”, mas “Chico Buarque bate-boca com jovens”. Não foram do tipo “Chico defendeu-se de uma agressão”, mas “Chico defendeu o PT”. Pobre país. Esses inúteis, filhos de corruptos – o agressor é filho de Mário Garnero, o responsável pelo escândalo Brasilinvest, banco de investimentos que fechou em 1985 porque mais da metade de seus empréstimos fora contraída por empresas “fantasmas” e neto de Álvaro Garnero, que enriqueceu ao pr...

Suruacá: experiência social e comunicação numa comunidade amazônica

Publicado hoje, na revista Líbero (número 36, jul-dez 2015), o artigo " Suruacá: experiência social e comunicação numa comunidade amazônica ", que escrevi junto com meu querido amigo e ex-orientando Everaldo de Souza Cordeiro.  Aqui o resumo: O artigo reflete sobre o significado da ideia de “comunicação” numa comunidade ribeirinha amazônica. Trabahando com uma perspectiva hermenêutica e com o método etnográfico, explora esse sentido a partir da experiência social da comunidade, discutindo como as noções de comunidade, organização e comunicação medeiam a assimetria entre o endógeno (os habitantes da comunidade) e o exógeno (uma ONG e a Igreja Católica, em sua atuação nesse lugar). Palavras-chave: Comunidade, Amazônia, comunicação, inter- -subjetividade. Ler o artigo aqui .

Sobre as eleições na França

As eleições regionais francesas, que tiveram seu segundo turno ontem, à parte terem demonstrado um expressivo crescimento dos votos na ultra-direita, o Front National (FN), também demonstraram a capacidade das forças políticas locais se unirem, numa situação de risco, para combater esse grande mal. O FN é o grande mal. É um partido facista, com posturas radicais e proposições racistas, mas que dissimula sua identidade por meio de uma máquina de comunicação. Como disse o jornal Le Monde, o mais importante do país, no dia seguinte ao primeiro turno, em seu editorial de capa, o Front National é “uma grande impostura”. Eu estava em Paris no domingo retrasado, quando ocorreu o primeiro turno dessas eleições. Na França o 2 o turno ocorre 7 dias apos o 1 o turno. Vi o avanço do FN, que venceu o 1 o turno em 6 das 13 regiões em disputa. Mas vi também, imediatamente, a mobilização dos agentes políticos para barrar esse avanço. Na região do Pas-de-Calais-Picardie, por exemplo, onde a...

Outra prova da irresponsabilidade golpista: a imposição do corte no Bolsa Família

Outro fato sórdido: O relator-geral do Orçamento de 2016, deputado Ricardo Barros (PP-PR), confirmou que vai manter, no parecer final, um corte de R$ 10 bilhões no Programa Bolsa Família – um corte equivalente a 35% no programa. Pior: Barros também anunciou cortes de R$ 320 milhões no auxílio-reclusão (50%), de R$ 80 milhões no auxílio-moradia (20%) e de R$ 1,84 bilhão (10%) de compensação no RGPS (Repasse a Previdência por Desoneração da Folha). De acordo com ele, essas medidas são necessárias para cumprir a meta do governo de superávit (receitas menos despesas ) de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) para 2016. O parecer será apresentado à Comissão Mista de Orçamento (CMO) amanhã, terça-feira, dia 15. Contextualizando: Trata-se de mais uma tentativa de asfixiar o governo Dilma, com vistas ao golpe em andamento. Nada além disso. O ódio ao PT anda de par com dois outros fenômenos: o descaso para com a camada mais desprotegida da população e a irresponsa...

A difícil arte de conversar sobre política nos dias atuais

Dois pesos e duas medidas têm sido a norma do debate político atual. As pessoas relativizam o que querem da maneira mais tresloucada possível. Tive o seguinte diálogo na noite de sábado, numa festinha de aniversário à qual fui: Um senhor respeitável (por quem tenho grande consideração) – Sou a favor do impeachment, é a única solução para o país. Eu – Mas o impeachment não tem base legal nenhuma. Crime de responsabilidade em um 1º mandato não gera responsabilidade ao governo reeleito. Ademais, não se pode julgar contas de um ano fiscal não concluído, há a questão de que as “pedaladas” não constituem dolo e, por fim, o fato de que as tais “pedaladas” são um mecanismo utilizado por todo gestor público, no Brasil, na sua lida com a LOA. O senhor respeitável – Mas isso depende do ponto de vista. Um jurista que seja favorável ao impeachment vai interpretar isso de outra forma. Tudo é muito relativo, nesse caso. Eu – Como assim, interpretar de outra forma? É algo muito clar...